Assopra aqui na vuvuzela!

Vuvuzela.

Para a wikipédia: é uma gaita com cerca de um metro de comprimento, normalmente usada por adeptos em jogos de futebol na África do Sul. A vuvuzela tornou-se popular naquele país, na década de 90. Em 2001, a empresa sul-africana Masincedane Sport começou a produzir em massa uma versão de plástico. Requer um sopro forte, de modo a emitir um ruído semelhante ao de uma sirene ou ao bramir de um elefante.

Para a Gi: objecto fálico que faz subir a tensão arterial. Perdoem-me a redundância…

Para as mulheres no geral: gaita onde temos que assoprar (quando não nos dói a cabeça), mas sempre com cara de nojo.

Para as putas: ganha-pão.

Para os homens com mais de 60 anos: motivo de tristeza. “Ai se a minha vuvuzela ainda apitasse…” (Esqueçam, meus amigos, a vuvuzela tem um tempo de vida limitado, pelo que a partir de determinada altura, por mais que se assopre, ela não reage. Morre, percebem?)

Para os gays: ver título deste texto.

Para os jogadores de futebol: passatempo levado a cabo nos intervalos dos jogos.

Qualquer uma destas definições está correcta. Qualquer uma, excepto a da wikipédia. Em termos históricos, é cometido um erro gravíssimo. Atentem na imagem:

Como podem ver, sempre existiram vuvuzelas. De diversos tamanhos. Sim, meus amigos, a Gi acaba de vez com as vossas dúvidas existenciais: tamanho importa mesmo. Esqueçam as desculpas esfarrapadas: as vuvuzelas maiores adaptam-se melhor… hmmm… como é que eu hei-de dizer? São mais fáceis de assoprar, vá. Dão mais ânimo aos adeptos, percebem?

Já agora, reparem nesta curiosidade: a vuvuzela do homem mais escuro é maior do que a do homem mais claro. Coincidência? Já dizia a minha avó: “Onde há fumo…” Ou, adaptando este adágio aos tempos modernos: “Onde há uma vuvuzela maior, há mais golos marcados”. Adiante.

Não posso terminar este meu artigo sem antes vos deixar alguns conselhos importantes:

* Assoprem na vuvuzela. De início podem achar esta tarefa algo maçadora, mas depois vão perceber que aquele sopro dá mais ânimo ao jogo.

* Mas – amigas e amigos – muito cuidado com as vuvuzelas usadas (ver imagem)!! Fujam daquelas gaitas com muito uso, daquelas que têm mais rodagem do que uma camioneta de excursões. Tentem sempre saber quem é que já assoprou na vossa vuvuzela, peçam o conta-assopros se for preciso.

* Vuvuzelas com pouco uso também são de evitar. Ainda não foram devidamente testadas e ficamos sem saber se o som que emitem compensa o esforço…

Resta-me terminar, não sem antes vos desejar boas assopradelas!

6 comentários:

  1. As vuvuzelas são o exemplo de como é preferível ser odiado com força do que amado levemente. Toda a gente odeia vuvuzelas, mas mais do que isso: toda a gente AMA odiar vuvuzelas. Logo, de certa forma, toda a gente ama vuvuzelas (faz sentido ou tenho que começar a cortar nos alucinogénicos?). E isto aplica-se a todos os tipos de vuvuzela, inclusivamente aquelas a que te referes. É engraçado usarmos termos como "vai pró... ehrm.. prá vuvuzela!" e depois haver sentimentos como a "inveja da vuvuzela". Talvez tenha a ver com o conceito socialmente aceite e partilhado (as vuvuzelas são ordinárias e porcas) versus o sentimento íntimo (quem me dera ter uma vuvuzela enorme). Gosto do teu blog e tenho acompanhado os posts apesar de ser um visitante silencioso...

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  2. Ninguém quer um um assim-assim, uma coisa morna... Todos querem aquele friozinho na barriga. :-)

    "(...) inclusivamente aquelas a que te referes"?? Eu referia-me às vuvuzelas da Galp e tu? :-P

    Fico à espera que cries um novo blogue e me faças rir novamente com as tuas palermices. ;)

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  3. Eu também me referia às da Galp... embora não soubesse que as vuvuzelas da Galp eram o ganha-pão das putas...

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  4. Ups! Disseste a palavra p. Jesus vai-te castigar. loooooooooooool

    As putas em part-time vendem vuvuzelas nas bermas das estradas nacionais, não sabias?? Hmmm... Se calhar é só aqui no Norte. Aí são mais chiques e vão ao domicílio. ehehehehe

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  5. Jesus deve ter uma longa lista de coisas pelas quais me castigar. Esta é mais uma gota no oceano. Ou, como dizem os brasileiros: "o que é um peido para quem já está cagado?". Hoje estou particularmente malcriado. Que se foda, afinal estou a falar com uma mulher do Norte... isto para ti até deve soar educadinho.

    Durante alguns tempos cruzei-me várias vezes com putas (não é isso que estás a pensar). À porta do Técnico até andavam à porrada pelos melhores lugares. E em Monsanto havia umas quantas que às 8 da manhã ainda esperavam mais um cliente antes do seu certamente merecido descanso, mas o Santana Lopes tratou de correr com elas (provavelmente contratou-as para uso pessoal). Mas curiosamente nunca vi nenhuma à beira da auto-estrada, muito menos com vuvuzelas. Mas esta imagem que me passaste parece-me suficientemente engraçada para eu ir aí ver. Tipo atracção cultural do Norte. Há as peixeiras da Nazaré e as suas canastras, as ceifeiras do Alentejo e as suas foices e as putas do Norte com as suas vuvuzelas à beira da auto-estrada.

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  6. Grrrrrrr Tu não digas mal do meu Porto. Aqui fala-se bem, simplesmente não temos os vossos pruridos com as palavras. Não confundas isto com a Cova da Moura. :-P

    E a atracção de Lisboa, qual será? Os gays do Parque Eduardo VII? Ou as put... hmmmm... as tias de Cascais? loooooool

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