A moda é de facto um fenómeno transversal a todos os sectores da sociedade. Na esfera religiosa, especificamente, o que está na moda é dizer-se que se é “católico não praticante”. Este termo inclui os indivíduos que, apesar de se auto-declararem católicos e de terem recebido os Sacramentos, não praticam a religião nem os seus preceitos. Confesso perante todos – e Deus é testemunha – que nunca percebi bem o que é isso de se ser uma coisa, mas não a praticar. Para mim é como afirmar que se é muito sincero, mas sem dizer nunca a verdade. Ou ser futebolista e não jogar futebol. Ou ser sóbrio mas estar sempre alcoolizado. Percebem onde quero chegar? A meu ver, é a prática que nos define. Logo, isto de se ser católico não praticante não é nada. Ou se é, ou não se é. E se se é, pratica-se.
O que me parece é que os ditos católicos não praticantes são pessoas que receberam os Sacramentos por motivos meramente sociais (para não se sentir à margem da sociedade, por uma questão de pertença a um determinado grupo social) e, sobretudo, por motivos festivos (a cerimónia do casamento é o exemplo mais gritante).
Pergunto-me, portanto, quantos dos cerca de 90% dos católicos portugueses o serão realmente…
Eu não tenho religião, mas há muita coisa em que acredito. Por exemplo, em bolas de Berlim e – juro-vos – está ali uma mesmo a rir-se para mim!!! É que eu creio em dietas de emagrecimento, mas não sou praticante!!!
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