A cueca. Essa peça fundamental. A palavra deriva de "cu", de origem no latim vulgar culu. Pela cueca se mata, pela cueca se morre. Todos a usam, todos a gostam de tirar…A cueca assume diversas funções, deixando de ser uma mera peça de vestuário destinada a proteger o… a… enfim… os “países baixos”.
Ora vejam:
1) Tem um cariz erótico: seduz (excepto aquelas que esticam até às orelhas).
2) Pode ser um fetiche.
3) Permite transportar drogas e esconder o produto do roubo em supermercados.
4) Facilita o aconchego dos copianços, isto é, dos auxiliares de memória.
5) E, função principal, permite o transporte de uma embalagem de algodão (ou de um par de meias) para derreter o gelo do… da… enfim, do “Calipo”.
Diz a tradição que o nosso destino depende da cor da cueca que se usou na passagem de ano. Assim, a cueca amarela é indicada para quem tem problemas económicos. A branca é para quem procura a paz. A vermelha é para quem não quer paz na zona da cueca. E, finalmente, a mais popular, a azul, dá sorte.
Ora aqui a Gi, como anda sempre em contramão, tem uma sugestão diferente. E se na passagem de ano, não usássemos cuecas de todo? Assim é que era! Começávamos o novo ano mais arejados e a expressão “boas entradas” ganhava um novo significado.
Eu tenho uma enorme admiração pelas cuecas. Acho que não foram inventadas por ninguém - surgiram como consequência da nossa evolução... ao ponto de serem parte do que mais íntimo há em cada um de nós. As cuecas são mais do que um conforto, são companheiras. Usar cuecas sexys aumenta a autoestima, faz-nos sentir secretamente atraentes. Desleixar umas cuecas faz-nos sentir imediatamente sujos, impuros. E estão sempre lá: quando tudo o resto falha ficamos de cuecas, ou tanga, como preferiu o Durão Barroso. Apesar de tudo isto, concordo contigo: passar o ano sem cuecas é como despir a nossa alma, libertarmo-nos e assumirmo-nos como viemos ao mundo... mas com cautela para não entalar alguma coisa na braguilha.
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