Ter um Ferrari. Duas opções: a) posso juntar dinheiro durante longos anos e, de modo a poupar, escolho andar de transportes públicos durante esse tempo; ou b) compro um carro de gama inferior e assumo à partida que este meu desejo é demasiado ambicioso para se realizar.
Quem escolhe a hipótese a), questiona-se se não estará a sonhar demasiado, se não estará a insistir demasiado, em particular depois de fazer várias viagens em pé, sem qualquer conforto. Quem optou por um carro alternativo, que não corresponde inteiramente aos seus gostos – embora seja confortável – questiona-se se não desistiu demasiado cedo.
Tudo na vida se resume mais ou menos a isto. A escolhas. A opções. A renúncias. A persistências. A ganhos e a perdas.
Quem é mais feliz? Aquele que sacrifica o presente, ou aquele que sacrifica o futuro?
Quem é mais feliz? Aquele que sacrifica o presente, ou aquele que sacrifica o futuro?

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