Se escrevermos a palavra “amor” no Google, aparecem-nos 36.200.000 resultados. Nem a palavra “sexo” consegue superar este número.
Amor. O amor. Inspira poetas e amantes. Embala-nos em suaves melodias. Emoldura os nossos sonhos. Amor. O amor. É paz aguerrida. É uma arma sem balas. É uma luta sem vencidos nem vencedores. O amor. Transforma-nos. Ilumina-nos. Faz-nos caminhar, sem caminho. Faz-nos chorar e rir, tudo ao mesmo tempo. Sem sabermos porquê. Amor. O amor. Embriaga os sentidos e aprisiona a razão. Faz-nos voar, sem asas. Atira-nos ao chão. O amor. É tempestade, é calmaria. Tudo ao mesmo tempo e em tempos diferentes. Amor. É dor e prazer. Lágrimas e sorrisos. Suspiros e sufocos. O amor. Enlouquece. Inebria. Queima. Amor. Torna palavras como “nunca” e “impossível” difíceis de pronunciar. Por ele cruzamos mares e movemos montanhas. Esquecemos o orgulho e a razão.
O amor não é para ser pensado. Pensar mata o amor. O amor vive-se. O amor é vida. Amar é tão necessário quanto respirar. Aqueles que não são capazes de amar, são os que já morreram mas ainda não sabem.
O amor é tudo isto. E ao ser tudo, é nada. É contradição. É o oposto de si mesmo. Há quem esteja apaixonado pelo amor. Há quem ame o ódio. E quem odeie o amor. O amor nunca é indiferença. Toca-nos. Faz-nos questionar as nossas certezas. Abana as nossas convicções. Dá-nos vontade de correr. Para algum lugar. Para lado nenhum. Ir. Simplesmente ir. Nem sempre regressar.
O amor é um lugar estranho. Mas é exactamente o lugar onde me quero perder. Não escolheria outro. Amor. O amor. Tu.
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